Oficina FLOW Desenho Integrativo, módulo Corpo. Trata-se de um trabalho de intensa experimentação sensorial a partir de proposições para o corpo e sobre o corpo. A oficina é voltada para aqueles que que buscam desenvolver a percepção, a intuição, a sensibilidade, o insight, a lógica visual, assim como diversas outras ferramentas fundamentais à criação, não apenas na arte mas nos demais os processos de invenção. O método, especialmente desenvolvido para a oficina, busca através do foco continuado, a organização de problemas visuais e conceituais, tendo o corpo nu como objeto de análise e o desenho como ferramenta investigativa. Sob orientação e através da prática por cerca de  10 horas contínuas, o que se percebe ao final da oficina é uma transformação do olhar, do desenho e da forma de enfrentar problemas visuais e conceituais, assim como uma produção considerável de trabalhos.

MÉTODO
Esta oficina tem por base o foco em tarefas de cunho prático-visuais, de forma concentrada e integrativa, visando o alcance de um estado imersivo criativo (flow) para solução de problemas visuais. A oficina é normalmente realizada em um sábado, tempo integral de 9:00 às 21:00 com intervalos para lanche.

OBJETIVOS GERAIS
Desbloqueio da capacidade perceptiva através do desenho • Pensar e usar o desenho como engenharia visual que vai além de um recurso mimético expressivo • Acessar fluxo de energia criativa tendo o desenho como meio • Desbloquear modo cognitivo intuitivo • Praticar foco e disciplina • Explorar criativamente o nu corporal em no contexto contemporâneo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Desenvolver experimentação e investigação sobre o tema.

INSTRUTOR
Guto Nóbrega é professor de desenho da Escola de Belas Artes / UFRJ desde 1995. É bacharel em gravura pela EBA-UFRJ, mestre em Comunicação, Tecnologia e Estética pela ECO-UFRJ (2003). É Doutor em Interactive Arts, pelo programa de pós-graduação Planetary Collegium da University of Plymouth - UK. Fundou e coordena o NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos, espaço de pesquisa para investigação na interseção entre arte, ciência e tecnologia. Atua como professor de desenho na graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ e na Pós-graduação em Artes Visuais da EBA/UFRJ como orientador, pesquisador e professor de metodologia e criação em arte com foco em transdisciplinaridade.

Interessados na próxima oficina, entre em contato pelos emails: flowdesenhointegrativo@gmail.com
gutonobrega@gmail.com

Abaixo registro das edições passadas.


Ephemera

2008          
Ephemera
Técnica: vídeo e video mapping
Material: Planta, projeção


Esse vídeo consiste da gravação de imagens em time-lapse de plantas em movimento projetadas sobre o corpo humano. Ephemera nasceu de uma investigação sobre plantas no contexto de arte e tecnologia. Plantas poderiam ser consideradas como interfaces para a natureza, caso pensemos a natureza dentro de uma visão mais ampla. No processo criativo desse trabalho a luz como elemento presta um papel fundamental e foi tomada tanto como metáfora, assim como, substância que interconecta seres humanos e natureza numa única paisagem.


                                                   
        
Num mundo mediado por tecnologia, arte persevera como ação fundamental para uma reconciliação entre a intuição humana e as energias vitais veladas na natureza. Plantas estão vivas e em movimento, mas em sua forma de existir muito do seu comportamento escapa nossa percepção. Ephemera constrói sua poética com base em diferentes temporalidades para criar um espaço entre. Sua metáfora busca trazer visibilidade a esse interstício no qual novas formas de ser se apresentam.

Mais do que transformar a pele humana numa espécie de tela orgânica, Ephemera, por sua vez, usa luz como meio para amalgamar seres de diferentes naturezas mas que compartilham uma conexão mais profunda: a expressão como um organismo vivo.

This work consists of time-lapse images of plants projected on the human body. Ephemera emerged from an investigation about plants in the context of art and technology. Plants are interfaces for nature, if we think of nature as a broad concept. In the creative process, as well as in nature, light plays a fundamental role. On this project the element light was taken as the metaphor, as well as the physical path that merges human beings and nature in a single landscape.

In a world mediated by technics art endures as the key action for reconciliation between human intuition and the vital energies concealed in nature. Plants are alive and in motion, but they exist in a mode of being that many of their behaviour escape human perception. Ephemera builds its poetic upon these different temporalities to create a space in between. Its metaphor aims to bring visibility to such an interstice in which new forms of being may happen.

More than transforming the human skin in a sort of organic screen, Ephemera is rather using light as a medium for amalgamating beings of different nature but which share a inner connection: organic life.




Sound designer

Vídeos de plantas em time-lapse

Partciparam desse projeto / Took part of this project

Aga
Bruna Alves
Jenny
Lali Krotozinsky
Leandro Costalonga
Maria Campbell
Maria Aline
Patrícia Freire
Sana Murrani
Thiers
Theo

Happiness

2008          
Happiness
Técnica: vídeo 








Happiness é um vídeo experimental no qual uma performer interage com animações projetados sobre seu corpo. Happiness nasceu de uma visão sobre a interconexão entre plantas e seres humanos num universo imaginário criado por desenhos. Este obra reflete uma tentativa de criar ressonância entre imaginário e realidade de forma a ativar possíveis conexões amplificadas pela experiência do trabalho de arte.

Happiness is an experimental video in which a performer interacts with animated drawings of imaginary beings and plants. Happiness emerged from an envisioned interconnection of plants and humans. This work of art is an attempt to create resonance between things in the world, which I believed are liked by meaningful patterns that is made visible through experiencing works of art.


Performance

Zosia Sozanska

Animação

Guto Nóbrega


Música

Sofie Loizou - music - Lost (featuring Natalia Grosiak)

Vídeos de plantas em time-lapse

Roger P. Hangarter

Parla

2005          
Parla
Técnica: vídeo instalação
Material: foto, flash, action script





Instalação interativa. O sistema tem como base a “animação” de um corpo virtual segundo a emissão de energia sonora. Essa instalação é composta por um computador, um microfone e um projetor. O conjunto é montado num espaço de aproximadamente 6mtsX6mts no qual é projetado numa área de 2,5mtsX1,6mts a imagem de um corpo estável, sem movimento. Esta imagem, subdividida em 12 partes no sentido vertical, permanece assim, inalterada, até que o ambiente em que ela se encontra receba algum input sonoro, o que é causado pela presença de um observador. Ao se penetrar nesse espaço e produzir um ruído ou som o sistema modifica o corpo virtual apresentado combinando suas partes seccionadas com parte de outros corpos que se encontram armazenados em sua memória. A interface criada para esse trabalho gera uma espécie de level humano ao fazer imagens digitalizadas de pessoas responderem qualitativamente às alterações dos níveis de energia sonora. Seu funcionamento se baseia num código que analisa os níveis de audio captados por um microfone (transdutor), transforma estes dados em variáveis dinâmicas e os aplica no corpo digital fazendo com que suas várias subdivisões (camadas) se alterem na medida da sonoridade presente. Quando uma pessoa entra no ambiente da instalação e emite um som em nível baixo (uma palavra, frase ou sussurro), o corpo apresentado na tela troca ao nível dos pés, porém se um grito é dado nesse ambiente, as trocas ocorrem em níveis distintos, começando pelos pés e subindo até a cabeça, ou seja, acompanhando exatamente a emissão e evolução de um estado de energia produzido pelo fruidor desta obra interativa.
Você poderá experimentar este trabalho em sua versão online. Para tanto você apenas precisa ter Flash plugin instalado em seu computador e um microfone. Clique no link, aguarde o carregamento e controle as modificações do corpo com sua voz. 

Parla is an interactive system that “animates” a virtual body. The virtual body responds to levels of sound energy captured by a microphone. An algorithm analyses the sound input as dynamic variables for the creation of a virtual body.
The virtual body is made of a group of twelve bodies parts vertically organised in order to create an individual. Each part belongs to the body of different people stored in the system’s memory. This individual, found in a state of metaestability, will change its identity by swapping its parts in response to the level of sound produced by a viewer or another audible stimulus present in its milieu.
This artwork was though as a net-art, as the cyberspace seems to be the best place to this virtual entity to live and change its multiple identity. This body is not thought as an ideal one but a possible body. Although it keeps in its silicon memory records of its physical identity, it is from the dialogue between the viewer and the virtual body that emerges a new individual.


You can experiment this artwork in its online version. You just need flash plugin installed on your computer and a microphone. Click on the link bellow, allow flash to use your microphone and set its sensibility to maximum and interact with the virtual body with your voice.

Intalação / Installation


Exhibição no Barbican Theatre - Plymouth - UK (2006)



Para esta ocasião uma versão de Parla foi implementada com MAX/MSP para que as variáveis numéricas que acionam os corpos virtuais gerassem sons. Esta interface sonora para Parla foi desenvolvida em colaboração com Eduardo Coutinho.

Inter Faces Urbanas

2002          
Inter Faces Urbanas
Técnica: vídeo, fotografia, instalação
Material: câmera de vigilânica, foto, backlight box




Inter faces urbanas é um projeto de arte desenvolvido em duas etapas. A primeira foca no registro de imagens em centros urbanos, meios de transportes, tomadas durante circulação do artista pela cidade. A captura das imagens ocorre através de um dispositivo híbrido composto por uma micro câmera de vigilância, uma mini DV (filmadora e câmera digital) e o corpo do artista. A micro câmera foi camuflada no gorro do artista de maneira que esta pudesse transitar pelos espaços urbanos sem que ser
percebida. As imagens foram capturadas numa mini DV de tempo em tempo. A micro câmera alinhada aos olhos do artista serviu para resgistrar cenas de um cotidiano de pessoas isoladas em seus pensamentos, dispersas na cinzenta malha urbana. Inter faces urbanas trabalha sobre o paradigma da câmera de vigilância destituindo-a de sua principal função: controlar o espaço privado, ao fazê-la transitar pelo espaço público. Neste trabalho a câmera deixa de ser uma extensão do olho e numa inversão de papeis, o corpo do sujeito que a transporta passa a funcionar como sua extensão. Esta ação, contudo, não é controladora . A câmera não mais vigia, integrada ao corpo ela se torna parte da multidão. Já dizia o fotógrafo: “fotografar não é olhar o mundo através de um buraco da fechadura (…) Fotografar é uma troca, você vê e é visto”. De modo contrário, a câmera acoplada ao sujeito que a veste é transparente aos olhos alheios. Não é vista pois se integra a invisibilidade do sujeito contemporâneo, mixado aos ruídos da cidade, camuflado no tecido urbano. Quem vê apenas é a câmera, que revela através de seu olho-digital outros corpos ausentes, perdidos nos pensamentos fugazes que compõem as memórias dos grandes centros. O ato fotográfico se desfaz do tradicional alinhamento objeto-câmera-olho, e a imagem, resultado deste processo, se revela como registro de um deslocamento, fragmento de memória de um corpo em trânsito. Inter faces urbanas é o retrato desse gesto. Um desenho sobre a cidade.




A segunda etapa do projeto apresentou as imagens adquiridas nos trajetos na cidade na forma de uma instalação que permitiu ao público um deslocamento não linear através das imagens suspensas no espaço da galeria. As imagens foram montadas em pequenas caixas iluminadas em backlight e distribuídas ao longo da galeria. Impressas em papel, os registros ocupavam dois lados das caixas que pendiam do teto até a altura dos olhos. O espaço de exibição se encontrava em total escuridão, atravessado apenas pelas imagens iluminadas em sua respectivas caixas. Numa disposição geral foram vinte e quatro módulos alinhados em formato 6 X 4 de maneira a criar uma malha que permitisse a cada visitante da instalação percorrer todos os lados e direções de cada módulo suspenso. A idéias de uma instalação acrescenta as imagens um componente espacial gerado pelas diferentes possibilidades de fruição. Possibilitou ainda dimensionar uma rede configurada dentro do espaço da galeria através dos fios que interligavam e forneciam energia aos pequenos módulos de imagem, conectando estes à arquitetura e conseqüentemente ao espaço urbano. Este circuito foi realimentado pela experiência de deslocamento do sujeito que ao navegar a instalação se via imerso no espaço ativado pelos ruídos da cidade que atravessam as paredes da galeria. Inter faces urbanas propõe novas circunstâncias de visibilidade ao agenciar diferentes formas de acesso ao espectador. A mera visualização de imagens deu lugar a dimensionalidade gerada no contexto da exibição. O foco principal deste trabalho é a configuração de um espaço-tempo que se dilata à medida que o sujeito se conecta ao ambiente da obra, acionando uma rede cognitiva que se desdobra interligando o deslocamento do artista, o olho da máquina e o cotidiano das grandes cidades.



Intalação / Installation


Exhibição no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno - Niterói  - RJ (2002)










Telebiosfera

2014-2017           
Telebiosfera
Técnica: Sistema, instalação
Material: Mdf, poliondas, arduino, eletrônica, kinect, plantas, alto-falantes, plantrônic shield




Telebiosfera é um ambiente híbrido (composto de elementos naturais e artificiais) para uma experiência imersiva, biotelemática. A base do projeto consite em dois pequenos domos estruturados em forma orgânica que se comunicam remotamente. Cada Telebiosfera tem capacidade para receber e transmitir dados e imagens do seu ecossistema (visitante, terrário e entorno) em tempo real. O visitante poderá experienciar esses dados (luz, humidade, resposta galvânica, temperatura, movimento) na forma de imagem e som. A principal interface de interação entre as Telebiosferas é um sistema composto de uma planta e um dispositivo para leitura de respostas galvânicas vegetais.

Este projeto foi desenvolvido como parte das atividades de pesquisa em arte do laboratório NANO / EBA /UFRJ em parceria com o LAMO 3D / FAU / UFRJ, tendo sido financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq





Vegetal Reality Shelter

2019           
Vegetal Reality Shelter
Técnica: Sistema, instalação
Material: arduino, eletrônica, plantas, plástico, alto-falantes, headphones





Vegetal Reality Shelter é um sistema imersivo, criado com base em sons e imagens da natureza e na interação com plantas.  Este trabalho é fruto de uma vivência na Floresta Amazônica organizada pelo LABVERDE, ocorrida durante os 10 dias do programa de residência artística na Reserva Florestal Adolpho Ducke. Este trabalho foi construído sob a forma de um pequeno abrigo com base na geometria de guarda-chuvas. Contém um pequeno sistema hidropônico com plantas, 6 canais de áudio e um projetor de vídeo. No interior do abrigo as plantas são monitoradas quanto a resposta galvânica de suas folhas, que se altera segundo a respiração do visitante que entra no espaço e interage com o sistema. Os dados monitorados nas plantas são utilizados para modificar a paisagem sonora e imagens espelhadas da floresta.


Vegetable Reality Shelter is an immersive system based on sounds and images of nature and in interaction with plants. This work is the result of an experience in the Amazon Forest organized by LABVERDE, which took place during the 10 days of the artistic residency program at the Adolpho Ducke Forest Reserve. This work was built in the form of a small shelter based on the geometry of umbrellas. It contains a small hydroponic system with plants, 6 channels of audio and a video projector. Inside the shed plants are monitored as to the galvanic response of their leaves, which changes according to the breath of the visitor when he/she enters into the space and interact with the system. The data monitored in the plants is used to modify the sound landscape and mirrored images of the forest.


Créditos
Invenção e coordenação: Guto Nóbrega
Algoritmo: Pedro Santos
Soundscape: Augustine Leudar - UK
Modelagem e impressão 3D: Thiers Freire da Nóbrega
Plantas:Patrícia Freire
Edição de vídeo: Camila Leite
Apoio técnico:NANO - Núcleo de Arte e Novos Organismos


• Artwork label (title, dimension, technic):  Vegetal Reality Shelter 1mt x 60cm x 60cm (aprox.) Multimedia, hybrid







Equilibrium

2008          
Equilibrium
Técnica: Híbrido 
Material: Planta, motor, hélice, tubosde latão, circuito eletrônico customizado, leds



Equilibrium é parte de uma ecologia de organismos híbridos em desenvolvimento. Trata-se de um sistema no qual uma planta e um mecanismo artificial compartilham uma relação mutual. Este sistema híbrido é composto de dois pequenos motores, células solares, microchip, luzes, sensores fotoelétricos e uma planta. Todo sistema é organizado na forma de uma balança cujo eixo pode girar como uma bússola. Um lado desta balança é ocupado pelo sitema artificial, um pequeno BEAM robô programado para atuar como “caçador de luz” (photovore behaviour). Este robô atua sobre duas hélices que permite todo o sistema girar em seu eixo no sentido horário e anti-horário. Uma pequena planta ocupa o outro lado da balança de forma que quando o sistema gira em seu eixo a planta é posicionada em direção a luz. Por sua vez, duas células solares posicionadas ao lado da planta também recebe luz e alimenta o sistema artificial de forma coerente.

Equilibrium é um artefato comum comportamento autônomo. Ele pertence a uma classe de híbridos artificiais emergentes da prática contemporânea de arte que investiga a criação de novos organismos criados pelo homem. Essa classe de seres aponta para novas questões com relação a interação, já que seu relacionamento com o observador não se baseia apenas em regras de causa e efeito. Mais do que uma resposta interativa a partir do comportamento humano, esses organismos demandam novos diálogos, requerem uma investigação mais profunda sobre sua própria natureza de forma a revelar a rede de significados a que pertencem. Se natureza é um conceito, nunca acessada objetivamente, mas apenas subjetivamente, e se arte é uma das mais poderosas ferramentas de subjetivação, o que em ultima instância diz respeito a nossa consciência, a hibridação de plantas e sistemas artificiais podem vir a trazer novos insights sobre o muindo em que vivemos e sua constante metamorfose.



Equilibrium is part of an ecology of hybrid organisms in development. It is a system in which a plant and an artificial mechanism share a mutual relationship. This hybrid system is composed of two small motors, solar cells, microchip, light sensors and a plant. The whole system is arranged in a form of a balance that is able to spin around its axes in a compass manner. The artificial system occupies one side of the balance and it is set to perform in a photovore (seeking light) behaviour by controlling two propellers which put the whole system to rotate clockwise or counter-clockwise. A small plant is located on the other side of the balance so that when the balance rotates in its axes the plant is posited towards the light. In turn, along with the plant two solar cells absorb light and feed the artificial system.

Equilibrium is an artefact with autonomous behaviour. It belongs to a class of artificial hybrids emerging from contemporary art practices concerning with the creation of new man-made organisms. This class of beings points to new questions on the issue of interaction as their relationship with the observer is not only based on rules of cause and effect. More than interactive response to human behaviour these organisms ask for dialogues, requiring a sort of investigation into their own nature in order to unfold the network of meaning to which they belong. If nature is a concept, never achieved objectively, but only subjectively, and if art is one of the most powerful tools to modulate subjectivity, ultimately our consciousness, the hybrid of plants and artificial systems may bring new insights about the world we live in and its ongoing metamorphosis.

Breathing

2008          
Breathing
Técnica: Híbrido 
Material: Planta, Arduino, fibra ótica, guarda-chuva, acrílico, led RGB



Breathing é um sistema com base numa criatura híbrida feita da comunicação entre um organismo vivo e um sistema artificial. A criatura responde ao seu ambiente através de movimentos, luzes e ruídos. O ato de respirar é a melhor maneira de interagir com a criatura.
Este trabalho é o resultado de uma investigação sobre plantas como agentes sensíveis na criação de arte. A intenção desta obra é explorar novas formas de experiência artística através do diálogo entre processos naturais e artificiais. Breathing é um pré-requisito à vida e é o caminho que interliga o observador à criatura.
Breathing é um trabalho de arte movido por um impulso biológico. Sua beleza não é revelada na planta ou na estrutura robótica. Essa emerge no exato momento em que o observador e criatura trocam suas energia através do sistema. É durante esse momento lúdico, no qual nos encontramos num estranho diálogo com a criatura, que a metáfora da vida é criada.
Breathing é a celebração deste momento.


BREATHING from Nano on Vimeo.



Breathing is a work of art based on a hybrid creature made of a living organism (a plant) and an artificial system. The creature responds to its environment through movement, light and the noise of its mechanical parts. Breathing is the best way to interact with the creature. This work is the result of an investigation of plants as sensitive agents for the creation of art. The intention was to explore new forms of artistic experience through the dialogue of natural and artificial processes. Breathing is a pre-requisite for life, and is the path that links the observer to the creature. Breathing is a small step towards new art forms in which subtle processes of organic and non-organic life may reveal invisible patterns that interconnect us. Breathing is a work of art driven by biological impulse. Its beauty is neither found isolated on the plant nor in the robotic system itself. It emerges at the very moment in which the observer approaches the creature and their energies are exchanged through the whole system. It is in that moment of joy and fascination, in which we find ourselves in a very strange dialogue, that a life metaphor is created. Breathing is the celebration of that moment.







Rider Técnico





BOT_anic

2013          
BOT_anic
Técnica: Híbrido 
Material: Planta, mecanno, Arduino, motor, shield customiszado, led RGB

BOT_anic resulta da criação de um híbrido, planta/máquina, que dá continuidade às investigações de processos com base no entrecruzamento de organismos naturais e artificiais no campo da arte. Esse projeto deriva do trabalho Breathing (2009), que deu origem aos métodos e procedimentos que vêm sendo aplicados em minhas mais recentes criações. Tais projetos investem no uso de plantas como agentes sensíveis para constituição de uma experiência artística. Assim como em Ephemera (2008), Equilibrium (2008) e Breathing,BOT_anic estabelece sua poética a partir de uma relação afetiva entre o observador, a máquina e o organismo vegetal, inter-relacionados de forma sistêmica



Em BOT_anic uma pequena Jibóia (Epipremnum Pinnatum) é monitorada quanto à condutividade (resposta galvânica) de duas de suas folhas, que funcionam como sensores orgânicos para a orientação direcional de um pequeno robô. As variações eletrofisiológicas ocorridas nas folhas dessa planta são amplificadas e enviadas a um microcontrolador, que analisa os dados e ativam estados diferenciados na máquina. São basicamente dois estados: repouso e interação planta/observador. Quando encontra-se em repouso o híbrido tem um de seus estados ativados no qual um sensor de luz analisa estados de luz ambiente e envia os dados para o sistema de forma que o robô possa conduzir a planta até a fonte luminosa de maior intensidade. Ao se aproximar da luz o sistema entra em repouso. O segundo estado, que deriva das interações com observador, faz com que o robô saia de seu estado de repouso e se mova em direção ao mesmo. Isso ocorre quando o observador expira próximo a uma das folhas. O ato de expirar faz com que ocorram variações eletrofisiológicas na superfície da folha monitorada e uma diferença de potencial elétrico apareça no sistema. A partir desses dados o microcontrolador calcula os valores e aciona os motores do robô para levar a pequena planta em direção ao interator. Caso a interação cesse, o sistema volta a seu estado de repouso, buscando a luz e retornando o híbrido a seu local de origem.


Plantas e sistemas artificiais como arte

Quando plantas e máquinas são acopladas de forma híbrida para constituição de uma obra artística devemos pensar tal complexo como um sistema, e como tal, considerar a interação de suas diversas camadas significantes. Em BOT_anic plantas são incorporadas ao sistema levando-se em conta sua significação do ponto de vista popular, científico e pseudocientífico. São tais camadas conceituais, entrelaçadas de forma sistêmica às funcionais, que ressoam à fruição do observador. A experiência de BOT_anic coloca o observador em um lugar instável, que é o lugar criado pela arte. O observador confronta um organismo que resulta de uma colagem sistêmica entre elementos naturais e artificiais, cujas camadas de significação se articulam sinergeticamente para prover ao observador uma experiência sensível. A obra de arte pode ser assim pensada como um nó de informações através do qual o observador pode ressoar ao artista através de uma interligação poética, afetiva. A obra se vale do comportamento natural da planta, na maioria das vezes ignorados pelos nossos sentidos, e os projetam numa dimensão ampliada. Ao interagir com as folhas vegetais o participante dessa experiência não estará apenas ativando as funções automatizadas de uma máquina híbrida, mas, acima de tudo, gerando por meio de sua presença uma relação afetiva que decorrerá de sua interconexão ao sistema. Com base nessa relação algumas questões podem ser formuladas: Como somos percebidos pelo híbrido, para além de suas funções maquínicas? De que forma as plantas nos sentem e se transformam diante dessa novas ecologias? Como essa experiência afeta a nossa consciência sobre plantas, humanos, máquinas e o ambiente em que vivemos? Questões improváveis são amplificadas por esse sistema com o qual nos relacionamos numa experiência sensível. Mesmo não havendo respostas concretas para tais questões, elas alimentam o universo da arte. Elas abrem o horizonte para novos diálogos com o mundo em que vivemos, dissolvendo nesse sentido antigas dicotomias ao levar em consideração objetos técnicos, não como uma ameaça contra a natureza mas, de acordo com Simondon, como possíveis "mediadores entre o homem e a natureza" (Simondon, 1980, p.1). A partir destes diálogos improváveis, contextualizados na experiência da arte, novas ecologias em curso têm sido mapeadas, assim como os homens e suas invenções avançado em direção a novos territórios.

SIMONDON, G. On the Mode of Existence of Technical Objects. English translation of "Du mode d'existence des objets techniques". London: University of Western Ontario. [1958] 1980.


Drawing

2009          
Série: UK
Técnica: Desenho 
Material: Nanquim sobre papel




Drawing

2017          
Série: MT
Técnica: Desenho 
Material: Nanquim sobre papel




Drawing

2017          
Série: falling
Técnica: Desenho 
Material: Nanquim sobre papel




Drawing

2017          
Série: I don’t know
Técnica: Desenho 
Material: Nanquim sobre papel



Lamartine

2004          
Lamartine
Ilustração editorial
Técnica: pintura digital
Cliente: Petrobras 





Lamartine

2004          
Lamartine
Ilustração editorial
Técnica: pintura digital
Cliente: Petrobras 





ESPIRAL

2019 / Agosto            
Oficina de Desenho Integrativo
Corpo / performance
Performer: Luana Aguiar




DESCRIÇÃO
Oficina ESPIRAL Desenho Integrativo, módulo Corpo. Trata-se de um trabalho de intensa experimentação sensorial a partir de proposições para o corpo e sobre o corpo. A oficina é voltada para aqueles que que buscam desenvolver a percepção, a intuição, a sensibilidade, o insight, a lógica visual, assim como diversas outras ferramentas fundamentais à criação, não apenas na arte mas nos demais processos de invenção. O método, especialmente desenvolvido para esta oficina, busca através do foco continuado, a investigação sobre problemas visuais e conceituais, tendo o corpo nu e sua narrativa como objeto de análise e o desenho como ferramenta investigativa. Sob orientação e através da prática continuada, o que se adquiri ao final da oficina é uma transformação do olhar, do desenho e da forma de enfrentar problemas visuais e conceituais, assim como uma produção considerável de trabalhos.

MÉTODO
Espiral, conceito que dá nome a esta oficina, reflete o jogo de forças presente na natureza e que encontramos também no desenho enquanto processo. São movimentos de expansão, contração, ascensão, queda, emergência e caos funcionando como um diagrama de forças influenciando a forma. Com base neste e outros conceitos, esta oficina tem por base o foco em tarefas de cunho prático-visuais, de forma concentrada e integrativa, visando o alcance de um estado imersivo criativo através do desenho. A oficina é realizada em um final de semana (sábado e domingo), tempo integral de 10:00 às 21:00 com intervalo para almoço e coffee breaks.

OBJETIVOS GERAIS
Desbloqueio da capacidade perceptiva através do desenho • Pensar e usar o desenho como engenharia visual que vai além de um recurso mimético expressivo • Acessar fluxo de energia criativa tendo o desenho como meio • Desbloquear modo cognitivo intuitivo • Desenvolvimento de linguagem

PÚBLICO ALVO
Artistas, desenhistas, arquitetos, designers, tatuadores, makers, etc. Aqueles que lidam com processos de invenção, que usufruem direta ou indiretamente do desenho no seu dia a dia. Aqueles que há tempo não desenham e buscam um retorno, aqueles que gostariam de se expressar através do desenho mas acham que não sabem desenhar. Ou seja, todos que buscam o desenho de forma ampliada como ferramenta criativa.

INVESTIMENTO

R$580,00

Este valor inclui
• Papel - grande formato (60X90)
• Material de desenho complementar
• Performer
• Coffee break durante os intervalos

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
• O espaço conta com cozinha equipada com geladeira, fogão e microondas para que os participantes possam trazer seus lanches no período de almoço.
• Cada participante deverá trazer seu material básico de desenho a grafite: Lápis 6b, borracha, limpa-tipos, estilete,  percevejo, fita crepe, apontador, etc.

INSTRUTOR
Guto Nóbrega atua como professor de desenho na Escola de Belas Artes/UFRJ e na Pós-graduação em Artes Visuais  - PPGAV/EBA/UFRJ como orientador, pesquisador e professor de metodologia e criação em arte com abordagem transdisciplinar. É Pós-Doutor em Arte e Tecnologia pela UnB, Doutor em Interactive Arts pelo Planetary Collegium / University of Plymouth – UK,  Mestre em Comunicação, Tecnologia e Estética pela ECO-UFRJ (2003), Bacharel em gravura pela EBA-UFRJ. Fundou e é um dos coordenadores do NANO – Núcleo de Arte e Novos Organismos.

PERFORMER: Luana Aguiar
INSCRIÇÕES
contato@z42.com.br
www.z42.com.br/
Tel.: 21 981488146 ou 21 970139479



FLOW

2016            
Oficina de Desenho Integrativo
Corpo / performance
Performer: Luana Aguiar

FLOW

2016            
Oficina de Desenho Integrativo
Corpo 
Modelo: Thay Siquara

FLOW

2016            
Oficina de Desenho Integrativo
Corpo / performance
Performer: Luana Aguiar

FLOW

2016            
Oficina de Desenho Integrativo
Corpo 
Modelo: Julia Taranto